A Sondagem CNT de Resiliência Climática do Setor de Transportes, estudo apresentado internacionalmente durante a COP30 de 2025, e as Condições Gerais do Transporte Ferroviário (CGTF) estiveram entre os principais temas discutidos na 1ª reunião de 2026 da Seção IV – Transporte Ferroviário de Cargas e Passageiros da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada nesta quarta-feira (11), em Brasília.
A pesquisa da CNT analisa a capacidade de adaptação do setor de transportes a eventos climáticos extremos e aponta a importância de ampliar o planejamento de longo prazo e as estratégias de resiliência da infraestrutura. Para a diretora-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Lira, o debate aponta para a importância do transporte ferroviário na agenda de adaptação climática.
“O transporte sobre trilhos já parte de uma posição vantajosa nessa discussão, por ser um modo mais eficiente e mais resiliente. Mas a agenda climática exige preparação contínua. O setor precisa incorporar cada vez mais esse olhar de adaptação e prevenção no planejamento dos sistemas. A pesquisa da CNT é relevante porque ajuda a direcionar políticas públicas e investimentos para que a infraestrutura de transporte responda com mais segurança aos desafios climáticos que já estão colocados”, afirmou.
Outro ponto de destaque da reunião foi o debate setorial sobre as Condições Gerais do Transporte Ferroviário (CGTF), tema em discussão regulatória no âmbito da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo Ana Patrizia, avançar na construção de um ambiente regulatório sólido é essencial para viabilizar novos projetos ferroviários no país.
“É importante reconhecer que o transporte ferroviário de passageiros possui características próprias, diferentes do transporte de cargas. Avançar em um ambiente regulatório claro e estável é fundamental para dar segurança jurídica aos projetos e atrair investimentos. As normas precisam considerar tanto os novos projetos quanto os sistemas já existentes, especialmente o transporte urbano sobre trilhos, que hoje transporta cerca de 2,5 bilhões de passageiros por ano no Brasil”, destacou.
A reunião da Seção IV da CNT, presidida por Joubert Flores, também tratou de temas como financiamento para o setor ferroviário, proposições legislativas de interesse do setor e iniciativas de capacitação voltadas ao transporte.

