No coração das discussões sobre o futuro das cidades brasileiras, o Connected Smart Cities 2025 reuniu nesta quarta-feira (24/9) especialistas, gestores públicos e representantes do setor privado em torno de um desafio comum: como acelerar a transição para uma mobilidade de baixo carbono. Entre os destaques do encontro, esteve a participação do presidente do Conselho da ANPTrilhos, Joubert Flores, no painel “Mobilidade Urbana e Descarbonização – Do diesel ao hidrogênio: a transição da mobilidade nas cidades brasileiras”, que explorou alternativas como ônibus elétricos, infraestrutura cicloviária, veículos limpos e novos modelos de financiamento.
Durante sua fala, Joubert ressaltou que a expansão do transporte de alta capacidade deve ter como base os corredores de maior demanda, atuais e futuros, de forma a garantir eficiência e sustentabilidade. “Precisamos aprimorar a governança metropolitana para que a escolha do modal seja orientada exclusivamente pela demanda, assegurando que os investimentos respondam às necessidades reais das cidades”, afirmou.
Ao tratar de financiamento, destacou que o setor precisa avançar em novas fontes de recursos. Entre as alternativas, apontou o aproveitamento do desenvolvimento imobiliário no entorno das estações, a captura de externalidades positivas — como a economia gerada em saúde, mobilidade e qualidade ambiental após a implantação de sistemas de trilhos — e a necessidade de implementar políticas que incentivem o transporte público, inclusive por meio da taxação do transporte individual.
O painel também contou com a participação de Lilian Regina Gabriel Moreira Pires, professora da Universidade Mackenzie; Vinicius Pedron Macario, chefe da Assessoria Econômica da Secretaria da Fazenda; e Daniela Garcia, fundadora da EV Women.

