Destravar caminhos e dar escala aos investimentos no Brasil foi o fio condutor das discussões que movimentaram São Paulo nesta semana, durante um dos principais encontros de logística, transporte de cargas e infraestrutura da América Latina. A Intermodal South America 2026 reuniu autoridades, especialistas e empresas de diferentes segmentos em torno dos desafios e das oportunidades do setor no país. A diretora-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Lira, acompanhou a programação e destacou a relevância do encontro para impulsionar a agenda da mobilidade urbana no Brasil.
Logo na abertura, a presença de representantes do poder público e de lideranças do setor mostrou, na prática, o quanto as políticas públicas são determinantes para viabilizar projetos estruturantes. Para Ana Patrizia, há um ambiente cada vez mais favorável ao debate sobre investimentos em infraestrutura, mas ainda é necessário transformar esse consenso em ações concretas.
“A abertura da Intermodal deixa claro que há um entendimento crescente sobre a urgência de avançar na agenda de infraestrutura. O desafio agora é transformar esse alinhamento em medidas efetivas, que garantam segurança jurídica, previsibilidade e escala aos projetos. Destravar investimentos é uma condição para ampliar o acesso da população a sistemas de mobilidade mais eficientes e sustentáveis”, afirma.
Durante a visita à feira, a diretora-presidente também destacou a diversidade de empresas e soluções apresentadas, que refletem a capacidade instalada do setor e o potencial de inovação no Brasil.
“A Intermodal mostra a força e a pluralidade da cadeia produtiva ligada ao transporte e à logística. Para o setor metroferroviário, isso é particularmente relevante. Projetos sobre trilhos exigem uma base industrial e tecnológica sólida, capaz de entregar soluções complexas com eficiência. O que vemos aqui é um ecossistema preparado para responder a essa demanda — o que indica que o país tem condições de avançar, desde que haja coordenação e prioridade na agenda pública”, completa.




