Iniciada em 30 de maio, nova operação dos trens urbanos terá maior controle do Governo do Estado

Trens RJ inicia operação

01/06/2026 – Governo do Estado de Rio de Janeiro

O sistema ferroviário do Rio de Janeiro começou, no dia 30 de maio, uma nova fase. Após o período de transição entre a antiga concessionária e o novo operador, o consórcio Nova Via Mobilidade assume oficialmente a operação dos trens, em um modelo que amplia a participação do Governo do Estado na gestão do sistema e estabelece novas metas de desempenho, manutenção e qualidade do serviço.

O novo formato tem como foco a estabilização da ferrovia e a recuperação progressiva da infraestrutura, considerada uma das prioridades da atual gestão. Ao longo dos próximos meses, os usuários também passarão a acompanhar mudanças graduais na identidade visual da operação, que passará a utilizar a marca Trens RJ em todo o sistema ferroviário.

Neste primeiro momento, a mudança ocorre na gestão operacional do sistema, sem alteração imediata nas linhas, horários ou funcionamento das estações. Equipes técnicas do Estado e da nova operadora acompanharão a operação nos próximos meses para monitorar o desempenho e implementar as etapas previstas no contrato.

— O sistema ferroviário entra em uma nova etapa, com foco em mais eficiência, segurança e qualidade para os mais de 300 mil passageiros que utilizam os trens diariamente. Será um processo de estabilização da ferrovia e recuperação gradual, baseado em referências técnicas atuais do mercado e metas de desempenho — afirmou a secretária de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem.

Investimentos e melhorias

Ao longo dos próximos cinco anos, o Estado deverá investir mais de R$ 600 milhões no sistema ferroviário. Os recursos serão destinados principalmente à recuperação da infraestrutura operacional, incluindo substituição de postes, trilhos e dormentes, revitalização de transformadores e modernização da rede aérea. Os investimentos contarão com acompanhamento de auditoria independente.

Desde o início da transição operacional, a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana já investiu mais de R$ 160 milhões na malha ferroviária. Entre os resultados apontados pela pasta estão a redução de intervalos e do tempo de viagem, além da substituição de cabos, medida que contribuiu para diminuir ocorrências de furtos que impactavam diretamente a circulação dos trens.

O governo também estuda, em conjunto com as forças de segurança, ampliar as ações de combate a furtos e vandalismo ao longo dos ramais.

Atualmente, a malha ferroviária estadual possui 270 quilômetros de extensão, distribuídos em cinco ramais, três extensões e 104 estações. O alcance total do sistema equivale à distância entre a capital fluminense e o município de Campos dos Goytacazes.

Novo modelo operacional

Com o fim da antiga concessão, o sistema ferroviário passa a operar por meio de um Contrato de Permissão com duração de cinco anos, modelo que amplia a participação do Governo do Estado na gestão e prevê a recuperação gradual da malha ferroviária.

Entre as mudanças está a nova forma de remuneração da operadora, que passará a ser calculada com base na quilometragem percorrida, e não mais pelo número de passageiros transportados. O modelo, semelhante ao já utilizado no transporte aquaviário estadual, busca garantir maior previsibilidade operacional.

O consórcio Nova Via Mobilidade foi o único proponente a apresentar proposta e foi habilitado após análise técnica e validação judicial no processo conduzido pela 6ª Vara Empresarial, por atender aos requisitos previstos no edital.