18/05/2026 – Revista Ferroviária
Nesta sexta-feira, 15, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a área selecionada para abrigar o futuro pátio da Linha 20-Rosa do Metrô, em São Bernardo do Campo, e apresentou novidades sobre o projeto.
Segundo o governador, o impasse envolvendo o uso da área junto à Prologis foi solucionado. Ao todo, cerca de 230 mil metros quadrados de um terreno com quase 1 milhão de metros quadrados serão destinados à nova linha metroviária. O espaço fica localizado na antiga fábrica da Ford, onde deverão coexistir operações da empresa privada e da futura estrutura do Metrô.
Com essa etapa superada, a expectativa do governo estadual é iniciar as obras em 2027. Isso porque o projeto básico deverá ser concluído nos próximos meses, permitindo o avanço para as fases de elaboração do projeto executivo e contratação das obras, conforme destacou o chefe do Executivo paulista.
“Na verdade, vamos usar 230 mil metros quadrados aqui, dos quase um milhão de metros quadrados que tem disponível. O projeto básico está andando e vai ser concluído agora no final deste ano. No início do ano que vem, teremos a questão do projeto executivo e da contratação da obra.”
Outra novidade envolve a estratégia construtiva da Linha 20-Rosa, que deverá mobilizar equipamentos de grande porte e movimentar tanto o mercado nacional quanto o internacional de infraestrutura metroviária. O novo ramal começará a ser implantado pelo ABC Paulista, confirmando projeções anteriores que apontavam prioridade para o trecho entre Santo André e o bairro da Saúde, na Zona Sul da capital.
A ideia do governo estadual é levar o metrô primeiro às regiões ainda não atendidas por esse modal, deixando para uma etapa posterior o avanço dentro da cidade de São Paulo, que já conta com uma rede metroferroviária mais consolidada.
Ainda segundo o governador, a construção contará com quatro “tatuzões” — como são popularmente conhecidas as tuneladoras — permitindo a criação de múltiplas frentes de trabalho simultâneas. A estimativa é que o primeiro trecho da linha seja concluído em cinco anos.
“É uma obra em que devemos trabalhar com quatro tuneladoras para ganhar cronograma. Uma saindo aqui de São Bernardo em direção a Santo André, outra saindo de São Bernardo em direção à Saúde e, então, nesse primeiro momento, vamos ter quatro tuneladoras trabalhando simultaneamente nessa linha. Imaginamos cinco anos de obra para concluir”, afirmou Tarcísio.
Conforme o projeto, a Linha 20-Rosa do Metrô deverá contar com 33 quilômetros de extensão total, sendo 31 quilômetros operacionais, além de 24 estações distribuídas em três municípios. O empreendimento prevê ao menos 58 frentes de trabalho, somando as futuras estações, poços de ventilação e saída de emergência — 33 ao todo — além do novo pátio metroviário.
O projeto também possui potencial de forte impacto econômico. Pelas estimativas atuais, os investimentos necessários se aproximam de R$ 40 bilhões, envolvendo desapropriações, obras civis, aquisição de sistemas ferroviários e compra de material rodante.
Ao longo do trajeto, a Linha 20-Rosa deverá se conectar com importantes linhas de trem e metrô da capital paulista, entre elas a 1-Azul, 4-Amarela, 7-Rubi e 10-Turquesa.
Já sobre o futuro modelo de operação da linha — se pela iniciativa privada ou pelo poder público —, ainda não existe uma definição oficial por parte do governo estadual.
